quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Água





Água no Mundo.

A água (em termos
químicos também designada por: hidróxido de hidrogênio, monóxido de di-hidrogênio ou ainda protóxido de hidrogênio) é uma substância que, nas Condições Normais de Temperatura e Pressão (0 °C; 1 atm), encontra-se em seu ponto de fusão. Em condições ambientes (25 °C; 1 atm) encontra-se no estado líquido, visualmente incolor (em pequenas quantidades), inodora e insípida, essencial a todas as formas de vida conhecidas.
A água possui
fórmula química H2O, ou seja, a menor parte da substância que ainda é considerada aquela substância (uma molécula de água) possui em sua composição dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio ligados por meio de ligações químicas. É uma substância abundante na Terra, cobrindo cerca de três quartos da superfície do planeta, sendo encontrada principalmente nos oceanos e calotas polares, e também na atmosfera sob a forma de nuvens, nos continentes em rios, lagos, glaciares e aquíferos, para além da que está contida em todos os organismos vivos
Distribuição na Terra
Na
Terra há cerca de 1 360 000 000 km³ de água que se distribuem da seguinte forma:
1 320 000 000 km³ (97%) são
água do mar.
40 000 000 km³ (3%) são
água doce.
25 000 000 km³ (1,8%) como
gelo.
13 000 000 km³ (0,96%) como
água subterrânea.
250 000 km³ (0,02%) em
lagos e rios.
13 000 km³ (0,001%) como
vapor de água.
ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ÁGUA
1. Desinfecção
A desinfecção é uma etapa na qual se têm como objetivo a destruição de microrganismos patogênicos, neste caso o produto químico utilizado é o cloro que pode ser utilizado no inicio do tratamento (per cloração), na água decantada (inter cloração) e na água filtrada (pós cloração) (Sabesp, 2006).
Coagulação
Nas ETAs, a coagulação é realizada na unidade de mistura rápida, podendo ser hidráulica ou mecanizada, nesta etapa destacam-se mecanismos nos quais se têm a formação do ressalto hidráulico (vertedor Parshall ou retangular), injetores (tubos providos de orifícios) em tubulações forçadas ou em canais de água bruta, câmaras providas de agitadores mecanizados com diferentes tipos de rotores etc (Bernardo, 2002).
Floculação
Nesta etapa são fornecidas condições para facilitar o contato e a agregação de partículas previamente desestabilizadas por coagulação química, visando a formação de flocos com tamanho e massa específica que favoreçam sua remoção por sedimentação, flotação ou filtração direta. A eficiência da unidade de floculação depende do desempenho da unidade de mistura rápida, a qual é influenciada por fatores como o tipo de coagulante, pH de coagulação, temperatura da água, concentração e idade da solução de coagulante, tempo e gradiente de velocidade da mistura rápida, tipo e geometria do equipamento de floculação e qualidade da água bruta (Bernardo,2002).
Decantação
A decantação é o processo no qual se retiram os flocos formados pela agregação de impurezas durante a floculação. A separação entre o decantador e floculador é feita por uma cortina de madeira ou difusos, evitando assim que se propague para o decantador a turbulência criada no floculador, o flocos são depositados formando uma camada de lodo que é arrastada para um poço no cento do decantador (Sabesp, 2006).
Filtração
A filtração é o processo de remoção de impurezas, na filtração rápida as impurezas são retidas ao longo do meio filtrante, em contraposição à ação superficial, em que a retenção é significativa apenas no topo do meio filtrante. Independente da condição de filtração, após certo tempo de funcionamento há necessidade da lavagem do filtro. A filtração pode ser realizada com taxa constante ou declinante, dependendo das características de entrada e saída das unidades de uma bateria. No caso da filtração com taxa constante no interior do filtro, de forma que equipamentos de controle podem ou não ser necessários. Como conseqüência negativa podem ocorrer a elevação da turbidez e o aumento do número de microorganismos (Bernardo, 2002).
Correção de PH
Para a correção do ph, é comum o uso de Cal que pode ser aplicada em três etapas: na pré-alcalização (água bruta), inter alcalinização (água decantada) e na pós alcalinização (água filtrada) ( Sabesp, 2006)
Na pré-alcalinização ajusta-se o pH de alcalinização, na inter alcalinização a cal auxilia o ajuste do PH final e facilita a remoção de compostos indejáveis e na pós- alcalinização ajusta-se o pH final da água evitando a corrosão das tubulações (Sabesp, 2006).
Produtos Químicos
Produto
Função
Carvão ativado em pó
Carvão ativado granular
Adsorvente
Ácido Clorídrico
Ácido Súlfurico
Acidificante
Cal Hidratada
Cal Virgem
Carbonato de Sódio
Soda Cáustica Sólida
Soda Cáustica Líquida
Alcalinizante
Sukfato de Cobre
Algicida
Polímeros Naturais
Polímeros Sintéticos
Auxiliares de Coagulação/floculação
Cloro líquido ou gasoso
Hiplocorito de Sódio
Dióxido de Cloro
Ácido Peraacético
Ozônio
Permanganato de Potássio
Peróxido de Hidrogênio
Desifetantes e Oxidantes
Cloreto Férrico PA
Cloreto Férrico Comercial Líquido
Sulfato ferroso clorado líquido
Sulfato Férrico PA
Sulfato Férrico comercial
Sulfato Férrico comercial líquido
Hidróxi- cloreto de Alumínio líquido
Hidóxi-cloreto de Alumínio em pó
Sulfato de Alumínio PA
Sulfato de Alumínio comercial líquido
Tanato
Coagulantes Químicos
Distribuição
Após a filtração, a água passa por uma unidade de mistura onde são adicionados cal, cloro e flúor, sendo então distribuída para a população., devendo atender a parâmetros da portaria 518 do Ministério da Saúde.

Bibliografia:
BERNADO, Luiz di; Bernado, Angela di; Filho, Paulo Luiz Centrione. Ensaios de Tratabilidade de água e dos resíduos gerados em estações de tratamento de água . Rima. São Carlos. 2002.
SABESP. Estação de Tratamento de Água Guaraú. 2006.
Ministério da Saúde. Portaria 518, de 25 de março de 2004
E.T.E
O tratamento consiste na remoção de poluentes do esgoto. O método a ser utilizado depende das características físicas, químicas e biológicas do esgoto.

Na Região Metropolitana de São Paulo, o método utilizado nas grandes estações de tratamento é por lodos ativados, onde há uma fase líquida e outra sólida que compreende o lodo.

O método por lodos ativados foi desenvolvido na Inglaterra em 1914. Ele é amplamente utilizado para tratamento de esgotos domésticos e industriais. O trabalho consiste num sistema no qual uma massa biológica cresce, forma flocos e é continuamente recirculada e colocada em contato com a matéria orgânica sempre com a presença de oxigênio (aeróbio).

O processo é estritamente biológico e aeróbio, no qual o esgoto bruto e o lodo ativado são misturados intimamente, agitados e aerados em unidades conhecidas como tanques de aeração. Após este procedimento, o lodo é enviado para o decantador secundário, onde a parte sólida é separada do esgoto tratado. O lodo sedimentado retorna ao tanque de aeração ou é retirado para tratamento específico.



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