segunda-feira, 20 de julho de 2009

Saúde Ambiental
Quando o assunto é meio ambiente, normalmente pensamos em áreas naturais, como florestas, matas, rios, lagos e mares. Mas meio ambiente é mais do que isto. Meio ambiente é definido como o conjunto de interações de ordem física, química e biológica que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas.
Assim, meio ambiente engloba também o local em que vivemos, como as cidades, com toda a complexidade de fatores envolvidos, sejam eles pessoas, animais, plantas, ar, água, solo, indústrias e comércio, para citar alguns. Numa cidade como São Paulo, onde o meio ambiente natural foi substituído por um meio ambiente urbano, há uma correlação muito grande entre o meio ambiente criado e a qualidade de vida de quem vive neste ambiente.
Assim, há muito tempo se conhece a relação existente entre alterações do meio ambiente, a degradação dos recursos naturais e o surgimento dos fatores ambientais de risco. Como exemplo podemos citar a água, pois a degradação dos mananciais devido à ocupação humana altera a qualidade desta para consumo humano (degradação do recurso), mas também a poluição por esgoto doméstico pode levar à transmissão de doenças como cólera e hepatite (surgimento de fator ambiental de risco).
Historicamente, as ações de saúde pública visando garantir a saúde humana e relacionadas às intervenções no meio ambiente, estavam relacionadas à contaminação da água de consumo humano e ao controle de vetores (insetos transmissores de doenças, tais como o mosquito Aedes aegypti, transmissor da Dengue), reservatórios ou hospedeiros (animais que podem manter e transmitir doenças, tais como o cão e a Raiva) e peçonhentos (animais que podem inocular venenos, tais como algumas cobras e aranhas).
Mas o aumento em tamanho e em complexidade do meio urbano tem elevado, cada vez mais, a quantidade de fatores ambientais de risco. Atualmente, considera-se como fatores ambientais de risco também os poluentes químicos lançados no ar e solo pela atividade humana, campos eletromagnéticos gerados por antenas de transmissão e mesmo desastres naturais e acidentes com produtos perigosos.
Dentro deste contexto, e com o intuito de garantir e promover a saúde humana nos mais diversos ambientes aonde ocorre a presença do homem, surge o conceito de Vigilância em Saúde Ambiental.
Podemos conceituar Vigilância em Saúde Ambiental como o “conjunto de ações e serviços que proporcionam o conhecimento e a detecção de fatores de risco do meio ambiente que interferem na saúde humana. O sistema integra informações e ações de diferentes setores com o objetivo de prevenir e controlar os fatores de risco de doenças e de outros agravos à saúde, decorrentes do ambiente e das atividades produtivas” (Vigilância Ambiental em Saúde - FUNASA, 2002).
Devido à própria definição de meio ambiente, os conceitos e práticas relativas à Vigilância em Saúde Ambiental são eminentemente interdisciplinares e intersetoriais. Assim, dentro das diferentes esferas de governo (municipal, estadual e federal), envolve a participação das áreas de saúde, meio ambiente, educação e serviços e obras, entre outros, bem como de profissionais das mais diversas formações.
Alcançar um nível de qualidade ambiental adequado e extensível a toda a população da cidade de São Paulo é o desafio da Vigilância em Saúde Ambiental do nosso município.
Ambientalista / Téकनिको ambiental
"Pessoa que por convicção ou profissão está ligada à preservação do meio ambiente e das condições de vida e एक्सिस्ट ência no planeta"
O que é ser ambientalista?
Técnicos ambientais são profissionais responsáveis por avaliar a dimensão das alterações benéficas ou prejudiciais ao meio ambiente causadas pelas atividades do homem. Adotam procedimentos capazes de minimizar os impactos indesejáveis em escala local, regional ou global. Participam de estudos que visam a fazer o levantamento das características do meio ambiente para analisar suas reações às possíveis mudanças. Preparam relatórios sobre os impactos de certas atividades sobre o meio e ainda propõem, implementam e acompanham medidas ou ações de preservação do meio ambiente nas áreas urbana e rural. Por meio de projetos que aliam desenvolvimento econômico e preservação da natureza, os engenheiros ambientais promovem a chamada sustentabilidade, ou seja, a manutenção dos recursos naturais, mas que permite o crescimento da economia.