sexta-feira, 31 de julho de 2009

Acordo para isentar países pobres

Um grupo de pesquisadores da Universidade de Princeton (EUA) acaba de propor um método para dividir de maneira equilibrada a redução de gases-estufas na atmosfera: basta limitar as emissões dos ricos, onde quer que vivam.

De acordo com o estudo, publicado na revista PNAS, os países desenvolvidos cumpririam reduções rigorosas e, ao mesmo tempo, os países em desenvolvimento poderiam se engajar nos cortes sem prejudicar sua economia. A partir do princípio das “responsabilidades comuns porém diferenciadas”, seria avaliado dentro de cada país quanto cada cidadão emite e quais emitem acima do ideal.

O grupo se baseou na noção de que o nível de emissões de uma pessoa está diretamente relacionado ao seu nível de renda. Usando dados de instituições como o Banco Mundial, é possível estimar as emissões de CO2 de cada nação e ver também quem está emitindo quanto.

Conhecendo os grandes emissores individuais, é possível calcular uma meta mundial de redução e repartir esse prejuízo entre essas pessoas, vivam elas onde for. Os países ricos, como naturalmente têm um número maior de grandes emissores, terão de se esforçar mais para cortar seu CO2.

No Brasil, é possível que haja 13 milhões de pessoas acima da meta em 2030, e teria de cortar 4% das emissões. Os EUA teriam 285 milhões de pessoas acima do limite e teriam de cortar 60%.

Esse e outros temas serão tratados na plenária Caminhos para um mundo de baixo carbono: ruptura ou transição?, durante o Sustentável 2009.

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